Farinha!
Apesar do segundo turno das eleições majoritárias, o que se deu por força da expressiva e gloriosa votação obtida pela candidata Marina Silva não obstante toda a manipulação e pressão de determinados setores e certos institutos de pesquisa com claro objetivo de tentar empurrar garganta abaixo o candidato que lhes atende em seus interesses, o resultado das urnas coloca-nos diante de um dilema: dois candidatos que se equivalem.
Desde a abertura chamada democrática, as eleições tem se polarizado entre os dois partidos que agora concorrem à cadeira presidencial, porém, em escrutínios anteriores as posições dos partidos eram extremas, conflitantes, havia de fato uma oposição, o que não se mostra desde que o atual presidente foi eleito, sobretudo, seu partido que se desvinculou das idéias panfletárias de outrora e assumiu uma posição mais central, deixando de lado todo o conteúdo ideológico que trazia consigo desde a fundação.
Apesar de um segundo turno e o esperado ‘confronto’ e maior exposição dos candidatos, as idéias serão as mesmas, nada de novo ou diferente entre eles. O PT se transformou num PSDB disfarçado, após experimentar e se emporcalhar com o banquete que a corrupção no poder proporciona. Já o PSDB é a velha história da elitização da política.
Os partidos possuem a mesma plataforma; pouca diferença no discurso político, que se resume à questão social (completamente distorcida) com enfoque mais acentuado num dos partidos concorrentes; fora esse pequeno hiato, nada muda com relação aos programas de governo e, especialmente, gestão de ambos os partidos. Diferentemente, disto, dos concorrentes com discurso díspar de PT e PSDB, Marina é quem possuía maiores chances de disputar a nova etapa eleitoral, mas, ficamos sem alternativa ideológica e verdadeiramente oposicionista.
Podemos afirmar que os cidadãos brasileiros estarão com o ‘nobre dever democrático’ de escolherem farinhas vindas de sacos diferentes (as embalagens podem ate ser diferentes, mas, o conteúdo é o mesmo), já que Dilma e Serra não são opções por serem de total igualdade de conteúdo. Em linhas gerais, não é também uma situação de difícil saída, já que a alternativa do voto nulo é um caminho que significa não legitimar as ações do próximo governo. Desta forma, não havendo um candidato de ideal absolutamente oposto não podemos esperar muita coisa do novo chefe do executivo nacional muito menos uma mudança que resulte em benefícios reais para a nação.
|
|||
|
|
|||
![]() | |||
|
|||